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Silvio Santos e Edir Macedo, donos do SBT e Record (Foto: Reprodução/Record)
Única operadora de TV paga entre as grandes empresas do setor que ainda carrega os sinais de Record, SBT e RedeTV! em São Paulo, a Vivo começou a anunciar que também não vai mais ofertar as três redes abertas.

Em comunicado aos assinantes, que passou a ser veiculado a partir desta sexta-feira (12), a Vivo diz que não terá mais disponível Record, SBT e RedeTV! a partir do dia 10 de junho. Caso esse cenário não mude até a data marcada para a interrupção do sinal, as três emissoras perderão ainda mais espaço e ficarão fora das residências de quase 100% dos assinantes de TV por assinatura que moram em São Paulo.
Ao contrário das concorrentes (Claro/NET e Oi), a Vivo aceitou negociar com a Simba Content (empresa que representa as três redes) e, por isso, não teve o sinais dos canais interrompidos em 29 de março, quando o sinal analógico foi desligado em São Paulo. Por lei, as emissoras podem cobrar por seus sinais digitais.
Anúncio da Vivo sobre a interrupção dos sinais de Record, SBT e RedeTV!<br /> (Foto: Reprodução)
Anúncio da Vivo sobre a interrupção dos sinais de Record, SBT e RedeTV!
(Foto: Reprodução)
Canais da Simba se complicamRecord, SBT e RedeTV! sairão perdendo, já que suas audiências caíram depois da saída da TV paga – a rede de Edir Macedo foi a que mais caiu. Em abril, primeiro mês fora da TV por assinatura, o SBT teve queda de 9%, a RedeTV!, 17% e a Record 22%, na média das 24h (6h às 5h59).
Enquanto isso, as operadoras não registraram grande perda de clientes e não sinalizam para uma negociação fácil.
MPF investigaAs operadoras de TV por assinatura, no entanto, estão na mira do Ministério Público Federal de São Paulo. O MPF/SP em Osasco instaurou uma investigação para apurar as possíveis violações aos direitos dos consumidores após o encerramento das transmissões das três emissoras pelas prestadoras de TV paga na Grande São Paulo. Isso porque, de acordo com o MPF, clientes têm reclamado que, mesmo com a redução dos pacotes a partir da exclusão das emissoras, as empresas continuam cobrando os valores integrais das mensalidades.
Vitor Peccoli

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